5 brincadeiras matemáticas para estimular o raciocínio lógico

Quem acompanha o nosso blog já sabe que sempre nos preocupamos em trazer publicações em que as dicas de brincadeiras possam aliar entretenimento, diversão e aprendizado.

Nós da Brincando com Papelão acreditamos que as brincadeiras infantis são grandes propulsoras do desenvolvimento dos pequenos, visto que muitas delas são capazes de estimular a coordenação motora e até mesmo o raciocínio lógico.

As atividades infantis não precisam ser vistas apenas como uma forma de entreter e dispersar a grande quantidade de energia da criançada, mas também como uma forma de imergi-la em uma teia de aprendizados que possam ser utilizados para toda a vida.

Por isso, decidimos trazer até você possibilidades de brincadeiras matemáticas para o estímulo das operações lógicas dos pequenos e como forma de ensinar os princípios básicos da matemática de forma única e divertida.

1. Xadrez

Considerado um jogo de tabuleiro que exige muitas operações mentais, o xadrez pode ser uma brincadeira matemática muito divertida. O interessante do jogo é a sua alta propensão a estímulos de raciocínio lógico e de probabilidade de movimentos, mesmo porque qualquer descuido pode culminar em um xeque mate.

Outra capacidade possível de desenvolvimento através do xadrez que pode ser muito necessária às crianças é a ideia de causa e efeito, muito importante para se entender o conceito matemático de causalidade.

Criança jogando xadrez com um adulto

Cada movimento das peças gera uma consequência capaz de mudar o destino do jogo inteiro. Mas podemos ir além, considerando que as peças não se movem sozinhas, aos poucos as crianças compreendem que somente a partir de causas externas a movimentação das peças se dá.

E nem precisamos dizer que o cálculo é algo constante durante uma partida de xadrez, não é mesmo? Afinal, algumas peças têm um número reduzido de casas para se movimentar, logo os pequenos precisam calcular meticulosamente cada passo dado, se querem chegar à vitória.

2. Boliche

O boliche é sem dúvidas uma brincadeira clássica. Em algum momento de sua infância, você certamente já deve ter disposto algumas garrafas em formato piramidal, tentando derrubá-las com uma bolinha de tênis e, possivelmente, se irritado quando o vento as tombava antes do seu lance certeiro.

É nesse gostinho de infância que resgatamos o boliche como uma possibilidade de brincadeira matemática para estimular as crianças ao aprendizado, bem como à diversão. O pulo do gato é marcar 10 garrafas com os numerais e, tão logo os pequenos as acertem, sugerir que contabilizem os pontos.

Perceba que com poucas condições de produção você consegue motivar as crianças a aprenderem a adição de forma simples e divertida. E como se não bastasse, ainda os ensina alguns valores e princípios morais, afinal, precisarão esperar e respeitar a vez do colega de jogar.

3. Torre de Hanói

A Torre de Hanói é um jogo de estrutura bem simples, considerando que se compõe de três pilastras e, geralmente, 6 argolas.

O jogo começa com as argolas niveladas hierarquicamente por tamanho na pilastra central, sendo o objetivo da brincadeira passar todas as argolas para a pilastra da direita, sem que as argolas maiores estejam sobrepostas às argolas menores.

Bebê brincando com torre de hanói

Quanto mais rápido a pirâmide crescente de argolas for montada, mais pontos o competidor acumula.

A Torre de Hanói pode ser compreendida como uma brincadeira matemática, na medida em que estimula a percepção espaço-temporal das crianças, ao compreenderem o tamanho das argolas e também a sucessão temporal de movimentos, princípios essenciais da matemática.

É interessante ainda notar como esse jogo é usado para o estímulo de outras capacidades, como a retenção de memória e também a habilidade e competência para a solução de problemas.

4. Dominó

O dominó é sem sombra de dúvidas uma das brincadeiras com maior propensão ao desenvolvimento das habilidades matemáticas dos pequenos. A começar pelas peças serem repartidas centralmente para a disposição dos símbolos numéricos, o que já infere que é preciso ter o mínimo de compreensão dos numerais.

O dominó consiste basicamente em colocar em uma das duas pontas uma numeração correlata, desenvolvendo nas crianças o raciocínio lógico, sobretudo, a capacidade de identificação tautológica. Ganha a partida quem jogar a última pedra.

5. Masterchef

Talvez nunca tenha se passado na sua cabeça que a culinária é uma forma eficiente de ensinar às crianças os princípios elementares da matemática.

Aliado ao fato de que as crianças amam simular atividades de gente grande, brincar de cozinhar é uma forma divertida de desenvolver o raciocínio lógico e estimular as crianças a entenderem o sistema de medidas.

Nesse sentido, você pode sugerir aos pequenos a executarem uma receita básica (cupcakes é uma ótima opção e eles adoram) que apresente a quantidade exata de cada porção de alimento.

Duas meninas em cozinha peneirando cacau em pó

Certifique-se de que os alimentos líquidos sejam dados em ml e os sólidos em gramas. Com a ajuda de uma balança, guie os pequenos a pesarem cada ingrediente para montar o mise en place, igual a um masterchef.

Assim, criamos a consciência das medidas, e não só isso – dependendo da receita, você ainda pode estimulá-los ao raciocínio lógico, fazendo com que estimem quantas gramas cabem em uma xícara de 200 ml, por exemplo, afinal, sabemos que na cozinha muito do que fazemos é paliativo, por mais que a receita seja seguida a risca.

É isso, pessoal. Essas foram as nossas dicas de brincadeiras matemáticas para vocês jogarem com as crianças a semana inteira, ensinando-lhes que a matemática não é lá aquele bicho de sete cabeças e pode ser aprendida de forma bem divertida.

Se gostou das nossas dicas de hoje, não deixe de conferir as nossas demais publicações no blog, aqui temos dicas incríveis de brincadeiras para se fazer com as crianças, que podem contribuir para o desenvolvimento infantil. Navegue e confira!

Até mais!

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