Quer evitar que a criançada permaneça horas e horas em frente aos dispositivos móveis e comece a participar de atividades mais saudáveis? Se sim, uma ótima forma de fazer com que elas deixem de lado os tablets, os celulares, as TVs e os videogames é estimulando-as a dar asas à imaginação e à criatividade.

Você conhece brincadeiras para fazer em casa? Elas podem te ajudar e muito nessa missão! Pode até parecer uma tarefa difícil, mas, quando conseguimos estimular verdadeiramente a criança por meio de brincadeiras divertidas e lúdicas, certamente elas estarão dispostas a se levantar do sofá e se desprender do mundo virtual, abraçando o mundo da fantasia.

Para te ajudar a dar aquele empurrãozinho na garotada, separamos, no post de hoje, algumas dicas simples, divertidas e funcionais de atividades para brincar em casa sem grandes esforços!

Duas crianças brincando com bexiga, tentado estourá-la com a cabeça

Aqui, você entenderá de vez que o universo da imaginação pode e deve ser sempre explorado, tornando-se cada vez mais familiar aos pequenos, uma vez que é somente por meio da imaginação que as cercas e limites do mundo real são quebrados e o impossível pode ser ressignificado.

Vem com a gente!

5 brincadeiras divertidas para crianças em casa

Não é preciso ter aquela boneca da moda, ou um super carrinho de controle remoto para se divertir. Na verdade, as brincadeiras mais gostosas, capazes de fazer com que criemos laços mais fortes com os pequenos, geralmente, são feitas com objetos do cotidiano e sem grande glamour. Pensando nisso, elencamos as 5 brincadeiras para você se divertir com a garotada sem sair de casa. Confira!

Teatro de fantoches com objetos do dia a dia

Além de ser uma brincadeira lúdica, o teatro de fantoches é uma forma interativa de desenvolver a imaginação da criançada, visto que as histórias estimulam a criatividade e nos fazem sair do mundo real ao encontro das fantasias.

E o mais legal, você não precisa de objetos muito elaborados para fazer os fantoches. Na verdade, você só precisa de sua própria criatividade. Os grandes contadores de histórias, como o Danilo Furlan, utilizam de objetos simples para criar personagens, como caixas de fósforo, desentupidor de vaso (novo, é claro), flores e até buchas de tomar banho.

É muito fácil aproveitar esses objetos, porque no mundo da imaginação o impossível não existe e tudo absolutamente tudo tem possibilidade de ser. Então, um espanador pode ser um cachorro, um leque pode representar o vento, um boné pode representar um menino, uma xícara, com toques de imaginação, pode representar uma avó e um bule, um avô.

E detalhe: as histórias não precisam seguir uma sequência lógica. Quando todos participam e complementam a narrativa com as suas ideias, a brincadeira fica ainda mais gostosa.

Acampamento na sala com lençóis e almofadas

Tirem os lençóis do varal, peguem as almofadas da sala e os travesseiros do quarto e os disponham sobre colchões e colchonetes, fazendo uma espécie de cabana.

Até aqui o que se mostra como uma forma divertida de dormir pode virar uma grande brincadeira. Já dentro da cabana, você pode estimular as crianças a pensarem em histórias que justifiquem o porquê de vocês estarem ali. Em outras palavras, eleve a imaginação para fora de sua casa.

Coloque os pequenos à frente da brincadeira: o que eles gostariam de ser? Onde eles gostariam de estar? Em uma floresta selvagem cheia de feras selvagens, esperando do lado de fora da cabana, prontas a atacar? Ou vocês estão presos em uma praia inóspita, após um naufrágio, com tribos aborígenes a espreita?

Sejam criativos e viagem para outro mundo sem precisar sair de casa.

Pintura com as mãos: descubra o próximo Van Gogh

A primeira pintura da história é uma mão encontrada na Caverna de Chauvet, o que é interessante porque mostra a nossa necessidade de se fazer perceber por meio da impressão de nossa própria identidade.

Um forma de estimular as crianças a se expressarem e se comunicarem é justamente por meio da pintura. E por que não uma pintura com as mãos?

Mão de criança suja de tinta azul

Ao passar tintas coloridas nas mãos das crianças e marcar uma impressão no papel, podemos criar diferentes tipos de animais, objetos e formas.

Por exemplo, com a impressão de uma mão na horizontal, podemos criar um flamingo, um pavão, um galo, um peixe e até uma girafa. Já com a impressão da palma da mão virada para baixo, temos um sapo, uma coruja e um leão.

Tudo vai depender do estímulo dado à criatividade da criança. Uma forma de envolvê-la ainda mais na atividade é deixando-a que escolha a cor da pintura e que crie o animal que quiser, sem limitá-la ou dizer que não é factível, lembrando que a Arte é o espaço da possibilidade e não do impossível.

Atividades circenses para engajar a garotada

Respeitável público, rufem os tambores! Vocês estão prontos para a nossa próxima brincadeira? Eu não ouvi direito, vocês estão prontos para a nossa próxima brincadeira?

Vamos brincar de circo!

Para ajudar no desenvolvimento das operações motoras das crianças, brincar de circo é uma ótima ideia. Aqui vale investir em pintura na face, vestir perucas, colocar o nariz vermelhinho de palhaço (também pode ser pintado) e até usar roupas coloridas.

Para mobilizar essa brincadeira, você pode, juntamente com as crianças, aprender a fazer malabares com bolinhas, usando bexigas com água ou até mesmo frutas. Parece difícil e com certeza haverá muitos erros, mas com o tempo e com esforço vocês pegam o jeito e a coordenação será aos poucos desenvolvida – além de garantirem muitas risadas.

Outra atividade circense interessante para se fazer com crianças em casa é a brincadeira com fitas, que podem ser construídas com barbante, jornal e papel crepom.

Criança utilizando chapéu de festa, com nariz de palhaço e assoprando um canudo colorido

Para aumentar o desenvolvimento psicomotor da criança, você pode estimulá-la a brincar com a fita ao som de uma música que vocês gostem, assim, conforme ouve a música, ela pode ir alinhando e dando ritmo aos movimentos da fita, o que vai deixar a brincadeira ainda mais lúdica e, vai por nós, ainda mais emocionante!

Caça ao tesouro: desenvolvendo as capacidades sinestésicas

Fácil, dinâmica e interativa, a caça ao tesouro é uma brincadeira que com certeza vai divertir a garotada e arrancar sorrisos sinceros.

E o melhor, para fazê-la você não precisa de objetos inusitados, muito pelo contrário, objetos do dia a dia espalhados pela casa podem servir. Mas, para além das caças a tesouros normais, que tal fazer um caça tesouro sensorial para estimular o desenvolvimento dos 5 sentidos da criança?

Para isso, você só precisará reunir algumas qualidades dos objetos, seja cor, textura, sabor, aroma ou dimensão. Por exemplo, você pode engajar a criança a procurar por objetos por toda a casa que contenham aspectos sensíveis, como: duro, mole, macio, cores vibrantes, ácido, doce, pegajoso, líquido e assim por diante.

Uma forma de deixar a brincadeira mais dinâmica é colocando um tempo padrão para encontrar os objetos e trazê-los até você. Após o tempo, deixe que a criança referencie por ela mesma cada categoria que compreende o objeto por ela encontrado.

Em caso de divergência, busque entender o porquê do objeto ter sido escolhido e não a repreenda, mas a instrua, mostrando um objeto que poderia ter sido buscado para a categoria em questão. Com isso a criança aprende melhor as propriedades sinestésicas e não se sente incapaz.

E aí, gostou de alguma de nossas dicas? Deixe aqui nos comentários se você já brincou ou pretende brincar com a criançada com alguma das brincadeiras aqui listadas.

Para conferir mais conteúdos como esse, não deixe de acompanhar o blog da Brincando com Papelão semanalmente. Toda semana você encontra aqui informações úteis e relevantes para agregar no desenvolvimento infantil de forma lúdica e dinâmica.

Até a próxima!

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